Estamos informando que à partir desta terça-feira, 19/03, o Partilhare - Grupo de Apoio a Gestantes e Casais Grávidos,  estará acontecendo em novo horário, buscando atender as mulheres que trabalham.





O Nascimento do Francisco parte I

Brincando na Sala de Casa
          Já fazia uma semana, que iamos ao consultório médico a cada dois dias. Francisco nasceu de 41 semans e 3 dias, segundo nossas contas. Vivendo no Canadá, toda a comunicação com a família aqui no Brasil era via Skipe, o que me deixava muito ansiosa. Pois a primeira pergunta de familiares e amigos, assim que nos conectávamos era:  "- Nasceu?", depois despejavam sobre nós todas as preocupações do mundo.... "Não está passando da hora?", 'Você está bem?", "Quem vai ficar com o Gregório?".

             Na última consulta perguntei ao médico, Dr. Okon: "- Dr. o que faço para esse menino nascer?" e a resposta foi bem simples e tranquila: "Deixe que o Fred se comunique com o Brasil e descanse pois após o nascimento, você não terá mais tempo para descansar. Através do ultrasson podemos saber que seu bebê é pequeno e você uma mulher grande, então venha para a consulta a cada dois dias, estando tudo bem com vocês, podemos esperar por mais 10 dias."

            E assim foi feito. Na tarde de 27/01/2009, quando pegamos o Gregório na escola, chegamos em casa e ficamos brincando, foi um momento em família muito legal. Olhando para esta foto me dou conta de como tudo foi espontâneo, não sabíamos que era o último dia de barriga, ainda assim tiramos várias fotos.

            Preciso contar que minha doula, Bonnie, tinha ido comigo a uma consulta, na qual apresentamos e discutimos o plano de parto com o médico obstetra, porém meu atendimento era modelo SUS, seria atendida pelo Dr. Okon caso meu bebê nascesse até as 17h. caso contrário, seria atendida pelo plantonista do hospital...


 Fred Me Olhando

 Curtindo a Barriga

Muito Concentrada



O parto na água

Um número cada vez maior de casais decide por uma forma natural e especial de ter seus filhos. O parto na água é uma alternativa flexível, natural e humana de parir. Mas, infelizmente, até o momento, há poucos médicos no Brasil familiarizados com esse método.
Cornelia Enning, experiente obstetriz alemã e parteira da água, descreve detalhadamente os procedimentos e possibilidades de desenvolver a técnica do parto na água. Faz referências ao preparo pré-natal do casal e de seus familiares, à decoração do local do parto, às diversas opções de piscinas, banheiras, utensílios e acessórios. Passo a passo, ela descreve a evolução do trabalho de parto, o parto na água e até a primeira amamentação do bebê. Incentiva o treinamento do bebê na água após o parto.
Para a edição brasileira o médico obstetra Heinz Roland Jakobi adaptou este livro originalmente europeu à realidade brasileira, um país com muitas riquezas naturais, em especial seus recursos hídricos: o mar e os rios. Faz um breve relato da história do parto no Brasil, a situação atual do atendimento obstétrico e a prática médica recomendada para o parto na água. Relaciona endereços de profissionais, hospitais e maternidades fábricas e equipamentos que oferecem a possibilidade de desenvolver o parto na água. Além disso, relaciona site, e-mails e livros recomendados para os casais e profissionais brasileiros interessados em adotar esse método conhecido mundialmente.
 “Para mudar o mundo é preciso, antes, mudar a forma de nascer.” Michel Odent

O nascimento do Gregório parte III - O grande dia


O nascimento do Gregório
Parte III – O grande dia
Quando cheguei ao quarto, não tinha rumo, não sabia o que tinha acontecido, me trouxeram o Gregório para eu conhecer, mas eu não podia nem me sentar, que noite esquisita estava por vir.
Gregório foi recebido pelo Dr. Maurílio hoje tio Maurílio e pelo papai Fred, que foram super acolhedores com ele.
Maurílio fez mais do que nós esperávamos dele, inseriu Fred em todo o processo da chegada, e apesar do Gregório ter nascido pequenininho, 2,600 kg e 48 cm, com dificuldade em manter a temperatura do corpo, ele optou por não medicá-lo, já que sua mãe no momento do parto recebeu 2 doses de rack e mais uma anestesia geral.
Gregório foi para a incubadora e recebeu toda a atenção do papai e do médico até que pudesse reagir espontaneamente àquela invasão toda que ele também sofreu.
Voltando a minha noite, tive muitos pesadelos e dor. Minha !salvação! foi uma enfermeira muito alto astral que me pôs em pé na manhã seguinte, me ajudou a tomar um banho. Descrevendo isso agora, me dou conta da questão mobilidade. Me perdi  quando não pude mais andar e me reencontrei nesse processo quando fiquei novamente em pé.
Bem, ai eu pude ir ao encontro do Gregório e este Foi o nosso Grande Dia, dia de religar o que havia sido quebrado, o que nos foi tirado e por força da vida, o fotografo da maternidade que estava registrando os primeiros momentos de outro bebê, nos flagrou.
Este foi o nosso grande dia, o nascimento desta dupla como mãe e filho.


O nascimento do Gregório 

Parte II- Internação e cesárea

Minhas consultas na obstetra eram sempre às segundas feiras. Depois de um final de semana chuvoso, eu com uma gripe tremenda, fomos fazer o último ultrassom com 36 semanas de gestação  para checar se o bebê estava encaixado e se estava tudo bem.
Já no ultrassom descobrimos que eu estava com a bolsa rota e que já havia perdido bastante liquido amniótico. Chegamos na consulta e antes de me ver a médica pediu que fossemos à um laboratório fazer o exame mais detalhado de cardiotoco do bebê.
La ficamos, calmos por mais ou menos 1 hora e o resultado foi ótimo, estava tudo bem com Gregório apesar de pouco liquido.
Chegamos para a consulta às 11h e 30min. e recebemos a notícia: “Este bebê deve nascer hoje: vão para casa, pequem as coisas e dêem entrada na maternidade às 15h e 30min. para realizarem a cesárea às 17h e 30min. Eu entrei em choque, não conseguia contra argumentar,não conseguia saber o que estava acontecendo, só conseguia chorar.
Pedimos socorro às avós que foram secar as roupinhas dele que ainda estavam no varal, arrumamos as coisas, avisamos o pediatra e fomos para o hospital.
Olhem para a minha cara o medo estampado, ao invés da felicidade pela chegada do Gregório.
Um casal jovem, primeira experiência, completamente desamparados.
Chegamos ao hospital, fizemos estas fotos que já estavam contratadas e seguimos aos procedimentos, o mais difícil para mim foi quando ainda no quarto foi colocada a sonda, isso foi o máximo da invasão, para os enfermeiros apenas um procedimento, para uma mulher que chegou andando ao hospital apenas para SAR a luz, o máximo da impotência e da imobilidade.
Fred não deu conta de me acompanhar, deu uma saidinha, pois estava demais também para ele. Não tínhamos idéia do que seria, quando ele chegou ao quarto não deve ter me reconhecido, pois eu também não me encontrava ali.
Como estas lembranças vêem das vísceras, ainda hoje provocam o choro e se conectam ao desamparo.
Fomos separados, entrei para a sala de cirurgia, uma jovem enfermeira me dizia porque você chora tanto,não é preciso chorar. A médica ou os médicos todos paramentados, uma sala mega iluminada e fria.
Primeira tentativa de anestesia... Segunda... Um apagão!