O nascimento de uma Doula
Toda Gestante merece um Pediatra
Postado por Márcia Sel às 05:27
Como sabemos o período de gestação é um período regressivo. A gente só não tem a ideia do quanto.... Quando estava grávida do Gregório, segui todas as cartilhas direitinho (em busca de um parto normal), só não tinha a experiência que me ensinou que, em se tratando de gestação, 2+2 não são 4.
Trabalhava muito e carregava comigo um tanto de estresse, então fui procurar por um(a) acupunturista e por indicação cheguei à Dra. Margarida Fernandes, a Guida, especialidade: Pediatria (entre muitas outras e um currículo formidável), uma benção, uma grande mulher e porque não dizer uma mulher grande, o primeiro colo que recebi foi quando, por telefone me disse que sua agenda estava fechada, mas não poderia deixar de atender uma gestante, devido toda a especificidade no atendimento. O segundo, foi o prazer de dizer todas as semanas: VOU PARA A MINHA PEDIATRA, isso era tudo de bom, poder falar de mulher para mulher, aprender, trocar... Durante todo o período de gestação, tive um espetacular acompanhamento. É dela também a seguinte frase: “Quem tem dois pediatras não tem nenhum”. Desta forma, ela foi a minha pediatra.Chegando perto do nascimento do meu primeiro filho, já sabia que a Guida não acompanhava na maternidade e também por indicação chegamos ao Dr. Maurílio de Oliveira, fizemos uma entrevista e fechamos logo com ele. A grande sacada do Maurílio foi nos deixar transparecer que a Pediatria não é apenas uma ciência da criança, mas sobretudo de toda a família.
Na entrevista em que ele nos apresentou seu trabalho, deixou clara a importância do acolhimento da criança, através do acolhimento da gestação (o holding na clínica).
Hoje ele é o pediatra da Família!
PARTILHAR: O DIREITO NÚMERO 1 DO GRÁVIDO por Frederico Fernandes
Postado por Márcia Sel às 04:16 Marcadores: Frederico
À Márcia, por tudo!
A palavra “gravidez” vem do latim gravis que significa além de “grave”, “pesado”. Sua etimologia remete diretamente à mulher que, normalmente, ganha peso durante a gestação. Por esta lógica, o homem não necessariamente ficaria grávido durante a gestação de seu filho, apesar de não estar isento de ganhar uns quilos de emoção a mais ao longo do processo.
O envolvimento masculino ao longo da gestação é pouco partilhado cultural e socialmente, mas as transformações pelas quais passa o futuro pai não são menos importantes.
Que papel ocupamos? Como lidamos com nossas angústias? Que espaços sociais temos para partilhá-las? Estas questões são papo de macho, mesmo que ele nunca tenha brincado de casinha! Foi pensando na minha própria trajetória de ser pai de dois meninos que comecei a me antenar para questões como essa.
O primeiro ponto a ser pensado é que as brincadeiras infantis deixam a paternidade num segundo plano durante a gestação. Não raramente, reproduzimos nas brincadeiras o estereótipo do marido estressado na sala de espera do hospital. Do ponto de vista masculino, era chato brincar de papai e mamãe até porque o pai era o “empregado” que cumpria ordens e, quando o assunto era gravidez, ele nunca opinava nada: as meninas sempre decidiam tudo! Lembro que as meninas acabavam mesmo era brincando sozinhas enquanto íamos brincar de polícia e ladrão. Claro!
Nunca ouvi, numa roda de conversa masculina, algum amigo que tenha desabafado sobre as dificuldades durante sua gestação (pois é claro que é dele também!). Não há troca de experiências, pois o grávido emocional não tem voz! Não tem papel social! E parece que continuamos brincando de polícia e ladrão mesmo depois de adultos.
Se do ponto de vista biológico somos alienados, pois podemos ganhar barriga e peso em decorrência da cerveja, mas não do bebê em nosso ventre, isso não quer dizer que sejamos externos do ponto de vista psicológico. Em outras palavras, estamos passando por transformações tanto quanto nossas companheiras e esposas passam e compartilhá-las ajuda-nos a elaborar o sempre novo papel de pai que vamos desempenhar, pois cada filho é único e cada experiência de pai também.
A CRIANÇA E O ESPAÇO: ambientes saudáveis (e lindos!) parte II (palestra apresentada no café encontro do Instituto Sapere Aude)
Postado por Márcia Sel às 10:56
A partir deste contexto, podemos discutir a distância entre o filho ideal e o filho real, e aqui abrimos juntos outra discussão que é o quarto da criança ou o quarto para a criança.
O filho ideal se assemelha às bonecas: ensaio feminino para a maternidade, quando brincávamos de bonecas elas eram perfeitas e nós também: choravam, sentiam fome, trocavam fraldas apenas nos momentos em que nós “meninas-mães” estávamos disponíveis. E também não bagunçavam o quarto.
O filho real sente, age e reage se relaciona com as pessoas e com os espaços de maneira a interferir no funcionamento deste espaço, desta família.
Quanto muda na vida das pessoas a chegada de um filho?!
Começar a organizar o quarto do bebê é um jeito de lidar com as transformações internas, materializar algo que está por vir, exteriorizar as expectativas, elaborar sentimentos, sensações. O quarto também ajuda a construir a identidade da criança.
Através da decoração do quarto, os pais traduzem de forma estética seus sentimentos para com o bebê, sentimentos estes, que já são percebidos pelo feto através das sensações de acolhimento, prazer, alegria, e cabem aqui também os maus sentimentos.
Portanto, mesmo que o serviço de decoração do quarto do bebê seja terceirizado é muito importante que os pais se debrucem e interfiram no projeto o quanto acharem necessário.
O ambiente do quarto (casa) pode facilitar ou dificultar a adaptação do recém-nascido.
Dentro do útero, o bebê vivencia movimento o tempo todo, o movimento da vida, os barulhos do sistema digestivo da mãe, reconhece dia e noite (talvez não com a conotação que damos ao dia e a noite), os barulhos da casa, do trabalho, a chegada do pai, a presença de coisas agradáveis e desagradáveis. Ele é banhado pelo liquido amniótico e recebe, portanto, o carinho da massagem pele fetal.
Desta maneira, é importante que a rotina desta casa não mude radicalmente na chegada do bebê, como por exemplo, ser decretado o silêncio absoluto. Diminuir o volume pode ser, mas deixar de assistir o jogo de futebol do campeonato, não é necessário.
O afeto da pele fetal vivenciado pelo bebê na vida intra-uterina pode ser estimulado na vida pós-natal através das sensações, do toque, da presença e para isso é importante cuidar de alguns aspectos do quarto do bebê, como:
ü Luminosidade do quarto;
ü Temperatura;
ü Tecidos utilizados nas roupas e acessórios, que o bebê vai usar.
Para a decoração podem ser pensados os seguintes recursos:
Usar cores mais vivas próximos ao chão do quarto e cores mais suaves na altura do berço, diferenciando o espaço de brincar e o de descansar.
Uso de iluminação indireta, porém valorizando a iluminação natural do quarto, isso ajuda no reconhecimento do dia e da noite.
Uso dos objetos necessários: por exemplo, uma cama no quarto do bebê só será necessária se o casal pretende ou necessita ter uma babá que irá pernoitar na Casa. Caso contrario este espaço pode ser reservado a brincadeira.
Uso de cadeira de amamentação: esta peça é muito importante, pois a amamentação e a forma pela qual o bebê se religa, recupera o vínculo com a mãe nos primeiros tempos (meses) e com a família através da mãe. É importante observar, que esta cadeira seja grande o suficiente para caber o pai confortavelmente tendo assim um espaço confortável para ele ninar seu filho ou contar historia, enfim que este pai possa existir no contexto do bebê.
O berço deve ser confortável e limpo. Limpo por exemplo de muitos enfeites e pelúcias, que siga as normas de segurança para a altura das grandes e limite de distância entre os vãos das ripas. Não deve ser colocado nem próximo a janelas ou as cômodas, de maneira que quando a criança ficar em pé no berço, não possa arrastar objeto de cima da cômoda ou se pendurar na janela.
Os enfeites todos não devem conter fios ou fitas que ultrapassam 15cm de comprimento e conter objetos pequenos que possam ser levado a boca.
A substituição do berço pela cama pode ocorrer quando a criança apresenta certa firmeza no andar ou quando ela já corre risco por tentar pular a grade.
Andador, eu não recomendo, por propor ao bebê uma postura a qual ele não está fisiologicamente preparado para suportar. O desenvolvimento motor se dá no caminho céfalo-caudal. Primeiro, sustenta o pescoço, aos poucos vai conseguindo rolar o corpo, adquirindo equilíbrio gradativo a cada conquista motora, vira-se de bruços, fortalece os braços e pernas ao engatinhar e ganha assim, equilíbrio para ficar em pé.
Banheira e trocador devem ter altura confortável aos cuidadores (mãe, vó, babá, etc...), o que faz com que se torne mais seguro a criança, devemos ter tudo a mão.
Os temas utilizados na decoração revelam a identidade que a criança já tem nesta família, como a princesa, o jogador de futebol, o marinheiro, a moranguinho, a fada, enfim, com estes objetos, são tratados aspectos lúdicos e de estímulos ao desenvolvimento infantil.
Fotos de família: lugares importantes para a família podem trazer aconchego e reconhecimento, pertença.
Estas são algumas idéias que podem ser utilizadas na decoração de quarto de bebês, muitas outras vão surgindo quanto mais elaborado vai se tornando o lugar e participação desta nova criança em sua família. Há também o momento em que a criança extrapola os limites do quarto e começa a imprimir o seu jeito, sua forma de fazer e se relacionar.Daqui em diante as necessidades passam a ser maisindividuais. E o ambiente vai se transformando na mesma velocidade em que as crianças crescem.
Assim vamos crescendo e nos relacionando...
PARTILHARE - Grupo de Apoio a Gestantes e Casais Grávidos
Postado por Márcia Sel às 06:36 Marcadores: Partilhare Grupo de Gestantes
Este é um grupo aberto, com participação de gestantes em qualquer idade gestacional!
Venha partilhar conosco suas experiências!
A CRIANÇA E O ESPAÇO: ambientes saudáveis (e lindos!) parte I (palestra apresentada no café encontro do Instituto Sapere Aude)
Postado por Márcia Sel às 06:42 Marcadores: Instituto Sapere Aude
O tema: A Criança e o Espaço, ambientes saudáveis e lindos! Procura alinhar duas vertentes de saberes, a psicologia do desenvolvimento e a decoração. Aqui, o importante a ser observado é como cada etapa do desenvolvimento infantil pode ser contemplada por uma visão estética do espaço.
O que é belo?
O que é lindo?
Simplificando: é tudo o que é agradável aos sentidos, ou seja, é algo subjetivo e imanente, pautado pelo olhar do sujeito sobre o mundo, levando em consideração o contexto histórico ao qual ele está inserido, e as suas vivências.
Uma pessoa saudável valoriza as belas coisas da vida.
Quando falamos em decoração de quartos infantis e psicologia do desenvolvimento, pensamos logo em um quarto de bebê. O quarto do bebê está intimamente ligado à gestação.
O período da gestação é um período de estado de consciência alterado e está permeado por transformações biológicas – psíquicas – sociais. As transformações biológicas são facilmente percebidas, porém o papel psíquico e social, que permanecem num âmbito subjetivo, não são imperceptíveis, mas muitas vezes deixados de lado.
Psicologicamente, a mulher no período gestacional vive um momento regressivo e tem o aparelho sensorial totalmente ampliado e conectado diretamente com o inconsciente.
Quando visitamos uma mostra de decoração, exposição de arte, espetáculo de dança, música ou cinema, temos também nossos sentidos aguçados. Posso perguntar a vocês, agora, quais ambientes da mostra mais gostaram?!
Cada um terá a sua resposta, e se perguntarmos o por quê?, as respostas se ampliam, pois cada sujeito percebe, lê o mundo de uma forma muito particular, porém pautada por suas relações com o mundo, relações estas que se iniciam na vida intra-uterina, se ampliam muito na infância, são desconstruídas na adolescência, reconstruídas na vida adulta e revisitadas na velhice. Com isso, quero dizer que estamos em constante transformações, porém a gestação é a mais abrupta delas, provocando fortes sentimentos e sensações.
Estas percepções alteradas é que vão contribuir para a organização da decoração do quarto do bebê. Por exemplo: quando estava grávida do meu primeiro filho, saía para comprar roupa e voltava sempre com peças verdes, mas só me dei conta disso, quando meu guarda-roupa enverdeceu. Nem preciso dizer que a cor prevalecente no quarto dele foi verde.
Socialmente, a gestante é afetada pelo papel desta criança na vida do casal e/ou da família. Se for o primeiro filho ou o segundo tem diferenças, se é primeiro neto, filho do filho ou filho da filha, qual é o sexo do bebê, se a gestação foi esperada, desejada, planejada, se não foi. Se o casal já era um casal, vai tornar-se a partir da gestação ou não, vão criar o bebê vivendo separados. Enfim, o papel social da criança na vida do casal.
A partir desse contexto, podemos discutir a distância entre o filho ideal e o filho real, e aqui abrimos juntos outra discussão que é o quarto da criança ou o quarto para a criança.
Essa discussão fica para a próxima postagem, até lá.
Indicação de Leitura: PARTO NORMAL OU CESÁRIA? Livro escrito por Diniz e Duarte
Postado por Márcia Sel às 11:58 Marcadores: Partilhare Grupo de Gestantes
Este livro é genial! Pois esclarece as dúvidas sem puxar sardinha para nenhum lado, segue a orelha do livro....
O objetivo desta publicação é ajudar as mulheres e seus familiares a fazer uma escolha informada sobre os tipos de parto, de maneira que esse momento possa ser o mais seguro, confortável e feliz para todos os envolvidos.
O objetivo desta publicação é ajudar as mulheres e seus familiares a fazer uma escolha informada sobre os tipos de parto, de maneira que esse momento possa ser o mais seguro, confortável e feliz para todos os envolvidos.
Defende-se, assim, o direito por parte da mulher de decidir como prefere dar à luz. Essa decisão tem por objetivo garantir que a futura mãe tenha privacidade, conforto e segurança no parto, e não passe, sem necessidade, por procedimentos invasivos, dolorosos e potencialmente arriscados.
O livro oferece informações para que as mulheres possam optar por um parto que não deixe seqüelas físicas ou emocionais, sem dores desnecessárias e com um modelo de assistência que facilite esse processo fisiológico, respeite o ritmo do corpo feminino e os aspectos psicológicos e sociais do nascimento.
Assim, ao longo dos capítulos, o leitor recebe importantes contribuições sobre esses e outros temas, obtém explicações cientificas sobre a cesárea e é convidado a refletir a respeito do papel dos homens durante esse momento tão importante na vida de uma mulher.
NASCIMENTO DE UMA DOULA
Postado por Márcia Sel às 12:52 Marcadores: Doula
Partilhare é o nome dado ao grupo de gestantes, que começa a se organizar na clínica de Psicoterapia e Terapia Corporal coordenado por mim, Márcia Sel, tendo como co-terapeuta Elizabete Frigeri.
Partilhare nasce exatamente 09 meses após a realização do I Curso para Formação de Doulas realizado pela ANDO, no período de 11/2010 em Londrina-Pr, do qual fiz parte. E coincidentemente nesta semana recebi meu certificado do curso.
A doula já vinha sendo gestada desde 1997 quando conheci a “Bruxa Eliana Pommé”, tenho uma historinha que gosto sempre de contar: Naquele ano fui fazer o curso: Trabalho corporal com gestantes no Instituto Sedes Sapientae em São Paulo, curso esse ministrado por Eliana Pommé. No decorrer das trocas e ensinamentos ela nos ensinou um exercício que “poderia” ajudar a gestantes e ao bebê na versão interna (no caso de o bebê estar sentado, ele se virar e encaixar na posição ideal para o parto normal).
Sai desta aula incrédula, nesta época coordenava um grupo de gestantes em Assis-SP e resolvi experimentar o exercício, na verdade queria testar a nova técnica, fizemos a sessão e para minha surpresa, na semana seguinte, 100% das gestantes trouxeram relatos de sonhos e depoimentos sobre os bebês terem encaixado. Desde então Eliana Pommé é para mim uma “Bruxa” (do bem é claro!).
Anos se passaram e em 2005 eu estava do outro lado, gestante do Gregório. Fiz tudo o que havia aprendido com as gestantes e nisso não foi o suficiente para que ele nascesse de parto normal como eu gostaria. Atribuo a este desfecho (parto cesárea) um total desamparo emocional para esta conquista. Pois parto normal em um país com 80 a 90% de cesáreas é uma conquista.
Em 2009 tive a oportunidade de vivenciar uma experiência reparadora, com o nascimento do meu segundo filho, Francisco. Nesta gestação obtive o apoio do meu marido, de uma doula e também de uma terapeuta em hipnose que trabalhava com o controle da dor do parto. Enfim, Francisco nasceu de parto normal, sem anestesia e “sem dor” – poderemos em outro momento falar sobre a dor do (ou no) parto.
Desde este contato tão intenso com mulheres cuidadoras, fui me alimentando do desejo de ajudar outras mulheres no caminho de suas Conquistas, que é pessoal, familiar e social.
Em outubro de 2010 “por acaso”, chegou as minhas mãos o programa do curso da ANDO de formação de Doula (foto ao lado). Pensei, não posso perder esta oportunidade...
Lá conheci o Gesta Paraná, um grupo de apoio às gestantes e ao parto normal. Fiz o curso e percebi como aqueles novos ensinamentos, não eram tão novos assim, já estavam incorporados em minha experiência, em minha prática, mas precisavam deste curso para organizar-los.
Em março deste ano acompanhei uma gestante em meu consultório de psicologia. O que novamente acendeu em mim o desejo de trabalhar com gestantes e famílias na conquista de seus sonhos.
Assim, com a primeira atividade realizada em 05/08/2011 nasceu Partilhare, grupo de apoio a gestantes e casais grávidos.
NASCIDA EM 1974
Postado por Márcia Sel às 12:55 Marcadores: Nascida
Antes de fazer psicologia, não imaginava como a nossa história de vida torna-se determinante em nossas escolhas.
Então o melhor jeito de começar é pelo início, afinal ele está presente no meio e com certeza lá no final.
Venho de uma família matriarcal, com uma avó materna muito forte e brava com os homens, justamente por ser apaixonada por eles (ou ele João Pinto Ferreira, meu avô) e minha mãe igualmente apaixonada por ele, se Édipo existe e creio que existe ela me dá o maior exemplo. Uma mulher regrada, extremamente organizada e controlada que tratou de cuidar da família de origem como se assim pudesse proteger seu próprio pai. Saiu de casa, trabalhou fora, ajudou a tirar minha avó da vida difícil que tinha no sitio e mesmo com tanto trabalho os louros iam sempre aos homens da família (herdeiros de João)
Quando sua família de origem já estava melhor organizada, se arriscou a olhar para os lados e reencontrar meu pai (este havia sido amigo de infância de seu irmão).
Meu pai... Como disse, Édipo... Voltarei a falar dele. RSRSRS
Casaram-se em 31 de dezembro de 1969.
Será preciso contar das grandes aventuras da casa deles, mas para isso vou pedir ajuda dos meus primos, que têm boas histórias.
Agora vou tentar voltar ao início. Eles engravidaram e perderam dois bebês antes do meu nascimento. A vida toda fui tratada e me apresentava a todos como Filha única. Só fui me dar conta que era a terceira, primeira nascida viva deste casal, quando comecei a trabalhar minha terapia pessoal, questões referentes à construção da minha própria família.
Quanto da vida intra-uterina fica registrado na nossa historia?
É até que ponto temos condições de mudar essa historia?
Assim, fui nascida em 09 de julho de 1974 às 10 horas da noite de parto cesárea.
E assim, nasce esse blog querendo conversar e partilhar experiências de vida, de nascimento, de transformações, de psicologia, de aprendizados, enfim PARTILHARE.
Então o melhor jeito de começar é pelo início, afinal ele está presente no meio e com certeza lá no final.
Venho de uma família matriarcal, com uma avó materna muito forte e brava com os homens, justamente por ser apaixonada por eles (ou ele João Pinto Ferreira, meu avô) e minha mãe igualmente apaixonada por ele, se Édipo existe e creio que existe ela me dá o maior exemplo. Uma mulher regrada, extremamente organizada e controlada que tratou de cuidar da família de origem como se assim pudesse proteger seu próprio pai. Saiu de casa, trabalhou fora, ajudou a tirar minha avó da vida difícil que tinha no sitio e mesmo com tanto trabalho os louros iam sempre aos homens da família (herdeiros de João)
Quando sua família de origem já estava melhor organizada, se arriscou a olhar para os lados e reencontrar meu pai (este havia sido amigo de infância de seu irmão).
Meu pai... Como disse, Édipo... Voltarei a falar dele. RSRSRS
Casaram-se em 31 de dezembro de 1969.
Será preciso contar das grandes aventuras da casa deles, mas para isso vou pedir ajuda dos meus primos, que têm boas histórias.
Agora vou tentar voltar ao início. Eles engravidaram e perderam dois bebês antes do meu nascimento. A vida toda fui tratada e me apresentava a todos como Filha única. Só fui me dar conta que era a terceira, primeira nascida viva deste casal, quando comecei a trabalhar minha terapia pessoal, questões referentes à construção da minha própria família.
Quanto da vida intra-uterina fica registrado na nossa historia?
É até que ponto temos condições de mudar essa historia?
Assim, fui nascida em 09 de julho de 1974 às 10 horas da noite de parto cesárea.
E assim, nasce esse blog querendo conversar e partilhar experiências de vida, de nascimento, de transformações, de psicologia, de aprendizados, enfim PARTILHARE.
Márcia Sel
Nascida em 1974
Saiu de casa em 1992
Iníciou Psicoterapia Pessoal em 1995
Conheceu Frederico em 1996
Formou-se em Psicologia em março de 1997
Especializou-se em Psicoterapia corporal em 1998
Iniciou a Formação em Bioenergética em 2000.
Mudou-se para Londrina em março de 2000
Início de um Sonho Profissional em 2004
Tornou-se Mãe de Gregório em setembro de 2005
Viveu no Canadá de março de 2008 à abril de 2009.
Tornou-se Mãe do Francisco em janeiro de 2009
Volta ao Brasil. Inaugura o Instituto Sapere Aude em 2011.
Trabalha como Psicóloga Clínica e inicia com esse blog o Nascimento da Doula.
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