O nascimento do Gregório
Parte I – Busca pelo Obstetra
Em janeiro de 2005 engravidei do Gregório,ele já existia em nossa vida a um bom tempo, fazia parte dos nossos sonhos que naquele momento se tornava real.
Na época já tínhamos a certeza da opção pelo parto normal. Conversamos com minha ginecologista que na época disse “...olha, eu não me comprometo a fazer um parto normal”, isso nos soou como uma !bomba!
Sua justificativa era de que havia se comprometido com uma outra gestante e esta havia desenvolvido uma ansiedade tão intensa que estavam ambas diariamente no hospital e esta rotina, ela não agüentava mais.
De todos os argumentos, eu sensível (gestante) como estava, só consegui ouvir: NÃO FAÇO PARTO NORMAL!
Naquele momento me esqueci de tudo que me fez, por exemplo, procurar por essa médica, as indicações, as histórias que já tinha ouvido a seu respeito.
Mas tudo isso só pude pensar anos depois!
Saímos arrasados daquele lugar, porém gratos com a sensação de que havíamos sido cuidados de maneira a não investir em um sonho impossível.
Procuramos por outro médico, que só fazia partos normais, de cócoras, etc..., porém não atendia pelo nosso convênio, ficamos um pouco amedrontados, pois arcar com tudo e o bebê nascer desassistido pelo plano não nos pareceu uma boa opção.
Chegamos então a uma obstetra que havia trabalhado por muitos anos na Maternidade Municipal (teoricamente ela tinha muitas experiências com partos normais), teoricamente, pois hoje sei que o que faz a diferença é a dupla. Sinto e não sei explicar,mas,se tivesse permanecido com a primeira médica que me conhecia a tempos, teria maior chance de ter alcançado meu sonho (Parto Normal).
Iniciamos o pré-natal, durante os noves meses em todas as consultas havia uma discreta oscilação na minha pressão arterial, que não acontecia nos demais exames e nos outros médicos que visitava para o ultrassom, o endocrinologista, e até mesmo na farmácia. Era uma ansiedade, como se a razão pudesse determinar o que seria, o fato é que nunca me senti a vontade ou completamente à vontade com esta médica.
Durante a gestação fiz hidroterapia, alongamento, grupo Unibaby, e ainda , Fred e Eu arrumamos o quarto do bebê, lixamos o seu berço que era emprestado, costurei as cortinas, bordei os lençóis, enfim, curtimos ao máximo esta gestação.
Naquela época fazia psicoterapia e trabalhei bastante as questões referente à necessidade de controlar todas as variáveis, e em, se tratando de gravidez, isso seria impossível. Porém, tomei mais uma decisão equivocada. Como pretendia o parto normal e apenas uma anestesia seria necessária (rsrsrsrs) não fiz entrevistas previas para conhecer o anestesista. Pois as indicações eram que os anestesistas das equipes eram todos muito bons.
Hoje sei que um olhar faz a diferença, o médico que é capaz de olhar e através deste olhar tocar o paciente.
Enfim, não é preciso dizer muito do que não deu certo,mas na escolha do pediatra fomos muito felizes. Ele já foi apresentado em outra postagem do Blog: afinal toda gestante merece um pediatra.
Até loguinho...